Morar fora é uma jornada de adaptações constantes. Mas, e quando a gente sente que não pertence nem ao país que deixamos, nem ao lugar onde estamos?
Essa sensação de “estar suspenso” é real e comum, como se estivéssemos vivendo entre dois mundos, sem um lar fixo. O Brasil já não é mais o mesmo lugar que chamamos de casa, mas o novo país ainda não preenche essa falta.
Não pertencer incomoda. Podemos nos sentir deslocados no trabalho, no círculo social e até na nossa própria pele.
A adaptação não é linear, nem rápida, pode nem ser definitiva.
Mas lembre-se: Lar não é necessariamente um lugar físico.
Um lar é feito de pessoas, de hábitos, de histórias e do acolhimento que conseguimos criar.

Não pertencer não é sinal de que algo está errado, mas de que algo está em transformação. O tempo, a paciência e o cuidado consigo mesmo são seus maiores aliados nessa jornada. E lembre-se, se estiver complicado, a terapia é um convite para se acolher e se fortalecer nesse processo.
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